Além de analista de inbound marketing e especialista em mídia, eu também sou pole dancer. Se você levantou a sobrancelha agora, espera lá, este artigo tem um objetivo!

Pratico o pole dance fitness há dois anos e trabalho com marketing digital há cinco, e inevitavelmente faço uma ligação entre essas duas atividades, que tomam grande parte das minhas horas há tanto tempo.

Neste artigo, vou contar o que aprendi no poledance que também se aplica ao inbound marketing. Acompanhe!

Tabu?

Começando pela polêmica, o pole dance ainda não deixou de ser um tabu, mesmo na sociedade atual. O termo provavelmente acionou a ideia de strip-tease na sua mente? Ou de casa de show? Esse conceito foi tão associado ao pole dance nos anos 70, que se mantém até hoje, e é o primeiro pensamento de muita gente quando pensa em pole dance.
Nos anos 2000 diversos gêneros de pole dance foram desenvolvidos, inclusive o pole dance fitness, evoluído em 2006, que permitiu o uso das técnicas de pole dance numa rotina de exercícios.

Da mesma forma, o marketing digital tem um tabu marcante, o de que custa menos do que o marketing offline. A verba destinada ao digital, ou ao inbound marketing, nem se compara à realidade do offline. Sabemos que grandes companhias investem milhões para criar anúncios que são mini filmes de Hollywood para os intervalos, e, apesar de crescente, o investimento no digital ainda não é o principal.

Esta ideia de que o marketing digital custa menos, pode estar associada ao retorno e flexibilidade dos investimentos. Para fazer uma campanha de mídia online, por exemplo, não é necessário investir milhões. Mas a otimização que é possível realizar online, pode permitir que o mesmo valor de investimento acabe tendo um custo por aquisição de cliente muito menor.

O que pole dance e inbound marketing têm em comum:

Flexível

No pole dance eu aprendi a colocar o pé na cabeça, arqueando a coluna para trás. No inbound marketing eu aprendi a aumentar o número de leads usando uma oferta diferente, sem aumentar a verba de mídia.
Imagina como seria ter que continuar investindo no mesmo tipo de anúncio, por que já fechamos uma campanha completa. No inbound marketing é possível perceber o que está dando resultados e o que não está, qual o fluxo de nutrição está fechando convertendo mais, e alterar o que for necessário.

Força antes da estética

Sabe aquele email marketing que está lindo, mas ninguém clica? Pode ser que você esteja dando mais peso pra estética do que pra força, nesse caso o CTA. Antes de fazer uma coisa linda, faça algo que funcione, que tenha “força” pra converter.
É mais interessante que o email seja um texto simples, sem layout e com o call-to-action claro para o leitor, do que aquele email todo em jpg, lindo, mas que confunde e não tem uma ação clara definida.
No pole dance também é assim, antes de um movimento ficar lindo e cheio de graça, antes da pessoa executá-lo como quem não sente dor, existe muita força envolvida. É preciso treinar, e assim como num CTA, por exemplo, entender o que funciona melhor, onde colocar mais esforço, pra depois deixar tudo limpo e bonito.

Análise

No pole dance, cada movimento é feito e refeito muitas vezes até chegar no ponto de entrar pra uma apresentação. É quase um teste A/B, segura na barra com a mão mais pra cima, não funcionou? Segura com a mão mais pra baixo, ficou mais bonito.
Assim como no pole, você já deve imaginar que o teste A/B se aplica muito ao inbound marketing. Seja para landing pages, call-to-actions, emails, realizar testes é fundamental.
Agora que você já aprendeu um pouco mais sobre pole dance e inbound marketing ao mesmo tempo (quem diria!) que tal deixar nos comentários alguma dúvida sobre inbound marketing para respondermos nas próximas pautas?