É muito fácil se encantar e se empolgar com o mundo do Inbound Marketing depois que se conhece os benefícios e vantagens desse tipo de estratégia. É fácil se encantar com o mundo do custo baixo, conteúdo criativo, relação direta com o cliente e resultados impactantes.

Todo esse mundo de sonhos enche nossas cabeças de ideias e projetos e não há problema nenhum nisso – é para isso que servem os bons conceitos, afinal de contas. O problema é que nossa empolgação pode nos levar a cometer alguns erros na hora de começar no Inbound Marketing.

Isso também é bem comum, não precisa se preocupar. Tão comum que separamos alguns dos erros que mais atrapalham sua estratégia de Inbound Marketing para que você não passe por esses problemas. Vamos lá?

#1 – Não planejar direito

Inbound Marketing pode realmente nos empolgar quando começamos a estudar sobre ele. “Como assim fazer um blog e ter um perfil no Facebook é melhor para minha empresa? Que demais!” é o que passa na nossa cabeça nessa hora.

Só que não se trata de “ter um blog” ou “um perfil no Facebook”. Inbound Marketing custa menos e pode trazer mais resultados do que o Outbound Marketing (estratégias mais tradicionais de Marketing), mas é um método bem mais complexo de divulgação da sua empresa e produtos/serviços.

O primeiro erro que a maioria dos profissionais que começam a trabalhar com Inbound Marketing cometem é não planejar direito as suas estratégias para o sucesso.

É comum se afobar e tentar tudo de uma vez, criando um blog, um canal no YouTube, postagens no Facebook e movimentação no Twitter, montar uma newsletter e… nada ter um bom resultado, já que nada foi feito de maneira pensada, planejada e orgânica.

Por isso, monte bem o seu planejamento ANTES de começar a trabalhar com o Inbound Marketing.

Esse planejamento deve bolar recursos para responder algumas questões importantes. Por exemplo, qual é o objetivo do blog corporativo da sua empresa? Ele vai servir para direcionar os clientes para os produtos ou serviços da empresa ou, talvez, criar uma relação de maior proximidade entre consumidores-marca? Além disso, para qual público você irá falar: um público jovem, que viveu a maior parte da vida já com Internet, ou um público mais maduro, cuja relação com a rede é bem diferente?

Planejar antes vai dar as respostas que você precisa para essas perguntas e isso vai ajudar a direcionar seu planejamento. Se seu público é mais jovem, talvez começar investindo em vídeos seja melhor; se seu público é mais maduro, um combo blog + email pode ter resultados melhores.

#2 – Não saber ler os resultados

A parte boa do Inbound Marketing é que todas as suas ações são quantificadas em números. Cada texto no blog, cada post no Facebook é quebrado em número de views, clicks, comentários, leads, interações.

Cada número de views ou interações, por sua vez, é quebrado em mais métricas: homem ou mulher?, idade, região, grau de escolaridade e por aí vai.

São tantas informações que podem até soterrar o inbound marketer de primeira viagem, não é mesmo? Por isso é importante saber ler esses dados. Saber o que eles significam e, mais essencial ainda, como eles dialogam com o planejamento que foi feito inicialmente.

Ter 100 mil visualizações em um post pode ser ótimo, mas como isso encaixa no seu plano? Vamos supor que você queria vender algodão-doce, quantas vendas essas visualizações renderam? Se nenhuma, então sua estratégia não deu certo e você precisa ver onde falhou.

#3 – Não saber estabelecer metas realistas

Não é raro ouvir de um cliente que seu objetivo com a campanha de Inbound Marketing é “aumentar as vendas”, “ter mais força nas redes sociais” ou “se tornar viral”.

É muito comum e isso pode parecer apropriado para o cliente, mas o marketer não pode cair nisso.

Para quem trabalha com Inbound Marketing, não existe “ter mais força nas redes sociais” – existem números que denotam a presença da marca em redes sociais e é preciso saber em quais deles o cliente se interessa mais. Views ou interação? Os dois?

Por isso, tenha sempre em mente os seguintes conceitos na hora de estabelecer as metas da sua campanha inbound:

    • Seja específico: estabeleça metas definidas e específicas de produção ou resultado, como por exemplo: “manter um blog com 5 posts por semana”.
    • Metas mensuráveis: lembre-se de que você deve ser capaz de medir suas metas. “Ter mais força nas redes sociais” não é mensurável, “aumentar o número de interações em 50%” é.
    • Metas atingíveis: é ótimo sonhar alto, mas não trace metas que não pode atingir. Se sua equipe é composta por 3 pessoas e ninguém sabe editar vídeos, talvez sugerir um canal no Youtube para o cliente não seja a melhor ideia.
    • Procure relevância: as metas que você traçar devem ser relevantes para o seu negócio. Lembra do exemplo do algodão-doce?

#4 – Não limpar sua lista de emails

A parte das newsletters dentro do Inbound Marketing é uma das mais importantes, já que representa uma linha de comunicação direta com o cliente.

Por isso, é importante manter sua lista de e-mails saudável, eliminando todos os e-mails que não são mais compatíveis com a sua lista e que possam prejudicar o seu bounce rate. Como fazer isso? Com 5 questões simples:

      • Todos nessa lista já se relacionaram com a sua empresa?;
      • Você tem uma lista de inscritos?;
      • As pessoas nessa lista esperam pelo seu email ou serão pegas de surpresa?;
      • Você já enviou um e-mail para essas pessoas no último ano?;
      • Você comprou ou alugou essa lista de alguém?.

Se você respondeu “Sim” para todas as perguntas, exceto a última, então sua lista é saudável. Se existe algum email que não se encaixa nessas perguntas, retire-o da lista.

#5 – Softwares não fazem tudo

É comum alguém empolgado com o Inbound Marketing sair comprando vários softwares para auxiliá-lo no trabalho: software para keywords, software de SEO, programa para enviar emails e tudo mais. Mas o trabalho não rende.

Isso acontece porque softwares não fazem tudo. Eles só fazem o que são mandados – e é preciso ter alguém que saiba manejá-los na equipe.

#6 – Não investir o suficiente em blogs

Vídeos, e-mails e redes sociais. Esses são os focos dos profissionais que entram para o mundo do Inbound Marketing e esse foco esquece um dos principais recursos para atrair novos clientes: o blog.

A grande vantagem do blog em relação às redes sociais ou e-mails é que essas plataformas são mais temporais do que o blog.

Por ser indexado no Google (e cada novo post é uma nova página indexada), o blog estará sempre disponível para consulta e cumprindo seu trabalho de gerar leads e vendas.

Ou seja, mesmo 2 anos depois de um post ter sido publicado, ele ainda contribuirá para o rendimento da campanha, enquanto posts de redes sociais e e-mails não funcionam a médio ou longo prazo.

#7 – Não se atualizar

Um outro erro muito comum que acontece com quem entra no ramo do Inbound Marketing é aprender tudo que pode uma vez e parar de se atualizar.

Isso acontece em qualquer profissão, é verdade, mas os efeitos são trágicos no Inbound Marketing.

O Google muda seu algoritmo quase que quinzenalmente, enquanto Facebook e YouTube mudam lógicas de distribuição do seu conteúdo regularmente.

Dessa forma, o que era muito funcional há 5 meses, pode não ser amanhã. Se o profissional não estiver atualizado, sempre de olho nas mudanças e entendendo o que elas significam, eventualmente ficará para trás e suas estratégias não vão mais funcionar.

Tem alguma dúvida, crítica ou sugestão? Compartilhe conosco nos comentários, adoramos ouvir de você!

Quem assina o post é a Lizandra, analista de marketing na Rock Content.