Assim como o Inbound Marketing, o Design Thinking é um conceito relativamente recente no Brasil. O assunto geralmente surge quando se fala de inovação, sendo visto como um caminho para gerar soluções criativas. Sem dúvida, o tema vem ganhando cada vez mais destaque e muita gente fala que o Design Thinking está na moda. De fato, profissionais das mais diversas áreas têm aplicado esse princípio nos últimos tempos.

Neste post vamos explicar melhor o que é Design Thinking e por que o termo está em evidência. Vamos mostrar também como você pode aliar essa abordagem ao Inbound Marketing, gerando ainda mais possibilidades. Vamos nessa?

O que é o Design Thinking?

Quando usamos a palavra “design”, a tendência é pensar em marcas, embalagens e produtos. Mas esqueça por um momento o que você já sabe. O Design Thinking é, literalmente, o pensamento de design.

A abordagem ultrapassa a parte estética e busca resolver desafios de forma colaborativa. O objetivo é que todos se beneficiem da maneira como os designers pensam, criando soluções inovadoras em projetos de qualquer área.

A essência do Design Thinking

A essência do design é equilibrar os projetos em três principais pilares: viabilidade, possibilidades e desejo.

Viabilidade: avalia se uma solução é viável financeiramente, isto é, se ela é capaz de gerar um modelo sustentável de negócio.

Possibilidades: diz respeito à viabilidade técnica do projeto em prazos curtos, avaliando se é tecnologicamente possível executar o que está sendo pensado.

Desejo: é o grande diferencial do Design Thinking. Ao usar design em um projeto, todo o trabalho passa a ser orientado pelas pessoas envolvidas. Isso inclui colaboradores, clientes, usuários, entre outros.

Ou seja, ao pensar como um designer você se coloca no lugar do seu cliente e, quando é o caso, do cliente do cliente (usuário final). Para isso, é necessário entender as verdadeiras necessidades e expectativas, tornando o negócio mais humano.

Não é à toa que o Design Thinking se tornou tendência — ou até moda! Ao colocar o cliente no foco, as soluções geradas acabam agregando muito mais valor ao usuário. Isso sem falar que o envolvimento do beneficiário no processo poupa tempo e energia de retrabalho.

Como combinar Design Thinking e Inbound Marketing?

Os princípios do Design Thinking podem favorecer todos os tipos de empresas, incluindo quem trabalha com Inbound. Aliás, poucas áreas são tão propícias à aplicação dessa abordagem quando a produção de conteúdo. Afinal, o novo consumidor participa ativamente da comunicação das marcas, gerando debates e diálogos que favorecem a todos.

Veja alguns exemplos de uso de ferramentas do Design Thinking na sua estratégia de Inbound Marketing:

Aprender com os erros: os conteúdos de real valor não precisam nascer prontos. O importante é testar ideias e fazer os ajustes necessários com base na reação do público.

Empatia: colocar-se no lugar do seu público é fácil. Você pode começar com pesquisas de palavras-chave para entender o que as pessoas realmente buscam e precisam.

Método visual: a ideia é deixar as ideias visíveis para todos. Já pensou em criar uma “caixa de sugestões” online para sua audiência?

Pensamento integrativo: consiste em ter equipes multidisciplinares, podendo criar ideias que se complementem. Quem disse que todos os seus conteúdos de Inbound devem vir dos redatores ou planners? Traga novas pessoas para a roda de ideias!

Teste de possibilidades: uma das premissas do Design Thinking é usar protótipos para testar e refinar as ideias, economizando tempo e recursos ao descobrir o que não funciona. O mesmo pode ser aplicado ao seu conteúdo. Comece, por exemplo, com posts curtos no blog e teste a reação. Depois amplie os textos que estejam agregando mais valor.

Podemos concluir que o Design Thinking é mais do que um método ou ferramenta de gestão como tantas outras. Ele é praticamente uma nova forma de enxergar projetos e possibilidades. Como o nome já diz, é uma linha de pensamento com propósitos únicos, podendo alinhar-se ao DNA das empresas. A inovação sempre esteve ligada ao entendimento das necessidades, e isso tem tudo a ver com essa nova tendência.

Agora conte para a gente: você já aplicou o Design Thinking em alguma área da sua empresa? Como foi?